É difícil não concordar sobre quantos benefícios os aplicativos de mobilidade urbana, tais como o Uber, o 99 e o Cabify, trouxeram para nossas vidas. Surgiram como uma excelente opção para quem estava desempregado ou gostaria de trabalhar numa segunda atividade a fim de ganhar um dinheiro extra. Para os passageiros as facilidades são tranquilamente perceptíveis: preços mais baratos por corrida, a não necessidade de se deslocar até um local específico para acessar um carro, poder pagar com cartão de crédito e ter uma estimativa inicial de preço da corrida muito parecida com o valor final, agendamento de corrida, etc.

Mesmo com a presença dos aplicativos citados no parágrafo anterior, um outro já está atendendo a região metropolitana de São Paulo e deve atender outras cinco capitais até o final do ano. Depois de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro serão as próximas capitais contempladas.

Estamos falando do Sity. De acordo Rafael Barrinha, diretor de marketing do Sity, mesmo com a presença de outros aplicativos praticamente consolidados, o segmento não está saturado. Além disso, Barrinha aposta na segurança dos motoristas como diferencial da plataforma. A pretensão de conquista de marketing share (participação de mercado) é de 2% para a capital paulista até o fim desse ano. Uma das estratégias para alcançar esse objetivo será a de oferecer 100 mil corridas gratuitas limitadas entre R$10 e R$15.

Adotar a segurança como diferencial veio de conversas com motoristas de outros aplicativos que já passaram por situações violentas (assaltos, etc.). Ainda segundo Barrinha, as duas principais medidas de segurança são: 1. A exigência de que o usuário tire uma selfie no momento do cadastro para que o motorista tenha certeza de que quem está embarcando é realmente quem fez a solicitação; 2. O uso de um “botão de pânico” para uso do motorista e através do qual o veículo acionaria uma viatura a fim de realizar uma abordagem padrão.

As categorias de veículos da Sity serão 3: 1. Popular, com carros quatro portas e ar condicionado, desde que fabricados a partir de 2010; 2. Premium: similar ao Uber Black, com veículos de sedã e SUV com bancos de couro e; 3. Equivalente ao Uber premium, mas apenas com carros blindados.

Por fim, para atrair o cadastro de mais motoristas, a empresa cobrará, “para sempre”, 10% da corrida para os dois mil primeiros motoristas que aderiram ao serviço e 15,1% aos demais. Ambas as taxas são inferiores a dos concorrentes que cobram entre 17 e 25% por corrida.