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Cresce demanda por blindados na baixada santista

Para muitos brasileiros, o “simples” impeachment da presidente Dilma Roussef faria com que a economia começasse a apresentar sinais de recuperação, mas sabemos o quanto as coisas não estão nada fáceis e que isso ainda levará algum tempo para acontecer.


Um dos poucos setores que aparecem na contramão da crise econômica é o da blindagem e isso ocorre por causa da relação direta com o aumento da violência em todo o país. Quando dizemos “violência”, logo imaginamos diversos tipos de situações dentro das cidades, sejam elas pequenas, médias ou grandes, em suas periferias ou nos bairros mais ricos, etc. Acontece é que a violência está se espalhando para lugares que antes considerávamos improváveis como é, por exemplo o sistema de rodovias que leva os paulistanos até a baixada santista, conhecido com Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI).


Os constantes assaltos a motoristas nessas rodovias está fazendo com que a procura por veículos blindados cresça na região. “Do ano passado para cá, tivemos um aumento de 20% nas vendas de blindados”, comenta o diretor comercial da concessionária Comeri, Joaquim Augusto. Outro dado interessante é o de que não são apenas grandes empresários e executivos que estão buscando o serviço, mas também pequenos empresários como donos de “supermercados de bairro”, lotéricas, pequenas construtoras, etc.


De acordo com Joaquim, cerca de oito blindados estão sendo vendidos por mês. Além da procura, uma característica que tem chamado a atenção é a pressa dos consumidores em relação ao prazo de entrega e os motivos são basicamente dois: ou o próprio comprador já passou por alguma situação de assalto ou é próximo de alguém que tenha passado.


A solução da concessionária tem sido manter alguns blindados em estoque para pronta-entrega. A demora na entrega se dá porque a blindagem geralmente acontece em São Paulo e, percebendo isso, Miguel Angelo Cunha, conseguiu as autorizações do exército para a realização do serviço de blindados e transformou a Palace Veículos na primeira blindadora da baixada santista. A experiência do empresário vem dos reparos que fazia nesse tipo de automóvel.


A blindagem de um sedã está custando entre R$45 mil e R$48 mil. Em veículos SUV chega a custar R$55 mil e os níveis de proteção aplicados são o I, II-a e II que suportam disparos de calibres 22 e 38 e o III-A. O nível III, que suporta até tiros de fuzil automático leve (FAL), é de uso restrito das forças armadas brasileiras.

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